Sujo. Só de pensar, tremia. Suava,
E negava a pinga solitária. Cessava
A obsessão e o medo até ao próximo segundo.
A paranóia suga-lhe a razão. Parece-lhe imundo.
Questiona-se sobre a silhueta à sua frente,
Seria o álcool tal eficaz apaziguador de fobia?
Aparentemente, não. Repulsou-o o ar tão quente.
Mentalmente vomitou. Irrequieto, observava a decrescente distância.
A voz do outro ser ecoa na sua cabeça.
Tom culto e hipnótico, olhar de travessa.
Esburaca-se-lhe a moralidade e o pavor.
Assume, por ilação, o possível contacto sem pudor.
Esvanece-lhe a morbidez do medo
Ao primeiro toque de dedo
Ferve-lhe a pele enervada
Grita-lhe uma fantasia apropriada.
O crescendo de intimidade não o satisfaz.
Grunhe por proximidade, torna-se atroz.
Audivelmente, culpa uma anatomia débil.
Autoritariamente, perde toda a audácia.
De súbito, a situação revela-se-lhe abominável.
Todo ele contrai em nojo deplorável.
Culpa a silhueta.
Deixa pobre gorjeta.















Comments
Leitura agradável para a uma da manhã, depois de um copo de martini.
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Gelo no abraço da Chama
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Ambition makes you look pretty ugly.
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Ambition makes you look pretty ugly.
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